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RICO MELQUIADES VIRA ALVO DO MP ELEITORAL APÓS VÍDEO EM QUE AMEAÇA DEMITIR FUNCIONÁRIA ASSOCIADA AO PT
Ministério Público Eleitoral de Alagoas pediu investigação da Polícia Federal por possível coação eleitoral; influenciador questionou funcionárias sobre voto e destacou que era res

Este leitor apresenta um resumo da notícia para avaliar o projeto visual. A reportagem completa está no Scarpa360.
O influenciador digital Rico Melquiades passou a ser investigado pelo Ministério Público Eleitoral de Alagoas após a publicação de um vídeo em suas redes sociais envolvendo quatro funcionárias e discussões sobre preferência político-partidária.
O MPE requisitou à Polícia Federal a abertura de um inquérito para apurar se a conduta pode configurar coação eleitoral, crime previsto no artigo 301 do Código Eleitoral.
A gravação foi publicada no sábado (12), quando Rico reunia mais de 12,4 milhões de seguidores nas redes sociais. No vídeo, o influenciador aparece ao lado das trabalhadoras e começa perguntando quem é responsável pelo pagamento dos salários delas.
Em seguida, passa a questionar o posicionamento político das funcionárias e afirma que não deseja ter “petista” trabalhando no local. Ao dirigir a pergunta a uma mulher identificada como Manoela, Rico anuncia repetidamente que ela estaria demitida e pede que recolha seus pertences.
MP vê possível uso da relação de emprego para pressionar voto
Para o procurador regional eleitoral em Alagoas, Marcial Duarte Coêlho, a situação deve ser investigada porque a relação entre patrão e empregado não pode ser utilizada para interferir na liberdade política de trabalhadores.
Segundo o MPE, emprego e salário não podem servir como instrumentos para tentar direcionar ou constranger a escolha eleitoral de uma pessoa. O órgão também entende que uma eventual alegação de que o episódio teria sido apenas uma brincadeira não elimina a necessidade de apuração, diante da relação de poder existente entre empregador e funcionário.
O artigo 301 do Código Eleitoral prevê punição para quem utiliza violência ou grave ameaça com o objetivo de obrigar alguém a votar ou deixar de votar em determinado candidato ou partido. A pena pode chegar a quatro anos de reclusão, além de multa.
Além da apuração criminal pela Polícia Federal, o Ministério Público Eleitoral informou que pretende recorrer à Justiça Eleitoral para buscar medidas que impeçam a repetição de situações semelhantes.
Rico chegou a anunciar pré-candidatura em 2026
O episódio ganha repercussão adicional porque Rico Melquiades chegou a anunciar neste ano uma pré-candidatura a deputado federal por Alagoas pelo PSDB.
O influenciador se filiou ao partido em abril, mas desistiu da disputa em julho. À época, afirmou que compromissos profissionais e um contrato com uma emissora de televisão seriam incompatíveis com uma campanha eleitoral.
Rico ficou conhecido nacionalmente após vencer A Fazenda 13, em 2021, e também já foi convocado a prestar depoimento na CPI das Bets, no Senado, que investigou a divulgação de plataformas de apostas por influenciadores.
Até as publicações consultadas nesta segunda-feira (14), não havia manifestação pública do influenciador especificamente sobre o pedido de investigação do Ministério Público Eleitoral.
Carregando resultado da apuração das urnas…