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SAMIR XAUD PODE DEIXAR A PRESIDÊNCIA DA CBF EM MEIO À CRISE APÓS ELIMINAÇÃO DO BRASIL, DIZ JORNALISTA
Segundo Elia Júnior, da Rádio Bandeirantes, a entidade pode passar por uma “limpa” nos próximos dias; informação ainda não foi confirmada oficialmente pela CBF

Este leitor apresenta um resumo da notícia para avaliar o projeto visual. A reportagem completa está no Scarpa360.
A crise nos bastidores da Confederação Brasileira de Futebol ganhou um novo capítulo após a eliminação da Seleção Brasileira nas oitavas de final da Copa do Mundo. Segundo o jornalista Elia Júnior, da Rádio Bandeirantes, o presidente da CBF, Samir Xaud, pode deixar o comando da entidade nos próximos dias, em meio a um ambiente de forte pressão interna e desgaste político.
A informação foi repercutida por veículos como Terra, Mais Goiás e Agenda Capital, que atribuíram a declaração ao comentarista da Band. De acordo com Elia Júnior, a saída de Xaud poderia acontecer em um prazo curto, entre cinco e dez dias, dentro de um movimento mais amplo de mudanças na estrutura da CBF. O jornalista chegou a afirmar que deve haver uma “limpa” na entidade.
Até o momento, no entanto, não há confirmação oficial da CBF sobre uma eventual renúncia, afastamento ou saída de Samir Xaud. Por isso, a informação deve ser tratada como uma apuração jornalística atribuída a Elia Júnior, e não como decisão oficial já tomada pela entidade.
Samir Xaud assumiu a presidência da CBF em maio de 2025, após ser eleito para um mandato de 2025 a 2029. Médico e dirigente de Roraima, ele chegou ao comando da entidade em um momento de instabilidade institucional e com a promessa de modernização, transparência e reorganização do futebol brasileiro. Segundo a própria CBF, sua chapa foi eleita em Assembleia Geral Eleitoral realizada na sede da confederação, no Rio de Janeiro.
A possível mudança no comando da CBF ocorre em meio a uma sequência de desgastes. Além da eliminação precoce da Seleção Brasileira, Xaud também passou a ser alvo de questionamentos após denúncias envolvendo supostos gastos indevidos durante compromissos ligados à Copa. A ESPN noticiou, em junho, que o presidente deixou o ambiente da Seleção em meio à crise provocada por acusações relacionadas a despesas em hotéis de luxo.
As denúncias também tiveram repercussão internacional. O jornal americano New York Post publicou reportagem citando acusações de que recursos da confederação teriam sido usados em despesas pessoais durante viagens ligadas ao Mundial. A CBF negou irregularidades e afirmou que os gastos tinham finalidade institucional, segundo a publicação.
Nos bastidores, a pressão aumentou após o desempenho ruim da Seleção Brasileira. A eliminação para a Noruega nas oitavas de final ampliou a cobrança sobre a gestão da entidade, especialmente porque a chegada de Carlo Ancelotti ao comando técnico havia elevado a expectativa em torno da campanha brasileira. Para parte dos críticos, a crise da CBF não se resume ao resultado em campo, mas envolve também problemas políticos, administrativos e de imagem.
Caso a saída de Samir Xaud se confirme, a CBF pode entrar em um novo período de turbulência institucional. A entidade já vinha de anos marcados por disputas jurídicas, mudanças de comando e questionamentos sobre sua governança. Uma troca na presidência durante ou logo após a Copa do Mundo teria impacto direto na condução da Seleção, no planejamento do próximo ciclo e na relação com clubes, federações e patrocinadores.
Apesar da repercussão, o cenário ainda exige cautela. A declaração de Elia Júnior indica forte movimentação nos bastidores, mas a saída de Xaud ainda depende de confirmação oficial ou de um posicionamento formal da própria CBF. Enquanto isso, o nome do dirigente segue no centro da crise que atinge a principal entidade do futebol brasileiro.
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