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TARIFAÇO DOS EUA ATINGIRÁ 18% DAS EXPORTAÇÕES BRASILEIRAS, CERCA DE US$ 7,4 BILHÕES

A medida foi adotada após uma investigação conduzida pelo Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos, o USTR, com base na Seção 301 da Lei de Comércio norte-americana

TARIFAÇO DOS EUA ATINGIRÁ 18% DAS EXPORTAÇÕES BRASILEIRAS, CERCA DE US$ 7,4 BILHÕES

Este leitor apresenta um resumo da notícia para avaliar o projeto visual. A reportagem completa está no Scarpa360.

A nova tarifa de 25% anunciada pelos Estados Unidos deverá atingir aproximadamente 18% das exportações brasileiras destinadas ao mercado norte-americano, o equivalente a US$ 7,4 bilhões, considerando os dados do comércio bilateral de 2024.

A estimativa foi apresentada nesta quinta-feira (16) pelo ministro interino do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Márcio Elias Rosa. Segundo ele, o cálculo utiliza como referência o período anterior ao início da nova política tarifária do governo de Donald Trump.

Ao considerar os números de 2025, a participação dos setores afetados cai para cerca de 15% das exportações, correspondentes a aproximadamente US$ 5,8 bilhões.

A sobretaxa de 25% está prevista para entrar em vigor em 22 de julho. A medida foi adotada após uma investigação conduzida pelo Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos, o USTR, com base na Seção 301 da Lei de Comércio norte-americana. O órgão afirma ter identificado práticas brasileiras consideradas prejudiciais aos interesses comerciais dos EUA.

Apesar da nova cobrança, parte significativa das exportações brasileiras ficará fora da medida. De acordo com a avaliação apresentada pelo governo brasileiro, aproximadamente 57% dos produtos vendidos aos Estados Unidos continuarão sem a nova tarifa adicional.

Outros 24% da pauta exportadora já estão sujeitos a tarifas específicas que podem chegar a 50%, principalmente produtos ligados aos setores de aço, alumínio e determinados itens da indústria automotiva. A lista norte-americana prevê exceções para mercadorias já atingidas por tarifas da Seção 232, além de outras categorias determinadas pelo governo dos EUA.

Governo brasileiro contesta justificativas

Integrantes do governo Lula contestaram os argumentos usados pelos Estados Unidos para justificar a nova tarifa. A avaliação brasileira é de que a medida não possui fundamento econômico suficiente e teria sido influenciada por questões políticas.

Como resposta, o governo brasileiro poderá recorrer à Lei da Reciprocidade Econômica, que permite a suspensão de concessões comerciais, investimentos e obrigações relacionadas à propriedade intelectual em reação a medidas unilaterais que prejudiquem a competitividade do país.

A eventual aplicação de medidas de reciprocidade ainda dependerá de avaliações técnicas e políticas. O governo também poderá buscar negociações diplomáticas com Washington antes de adotar uma resposta comercial.

16 de jul. de 2026 · Redação Scarpa360