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TOFFOLI NEGA AMIZADE COM VORCARO E DIZ QUE FOI A EVENTO EM LONDRES A CONVITE DE MORAES
Ministro do STF afirma que não recebeu valores de Daniel Vorcaro ou de Fabiano Zettel e diz que sua presença no encontro realizado na capital britânica ocorreu por convite do coleg

Este leitor apresenta um resumo da notícia para avaliar o projeto visual. A reportagem completa está no Scarpa360.
O ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF), voltou a negar que tenha mantido relação de amizade ou intimidade com Daniel Vorcaro, ex-controlador do Banco Master. Em manifestação enviada à revista piauí, o magistrado também afirmou que sua participação em um evento realizado em Londres, em 2024, ocorreu a convite do ministro Alexandre de Moraes, e não de Vorcaro ou de pessoas ligadas à instituição financeira.
Toffoli reiterou ainda que jamais recebeu valores diretamente de Daniel Vorcaro ou do empresário Fabiano Zettel, cunhado do ex-banqueiro. A mesma posição já havia sido apresentada pelo ministro em fevereiro, quando vieram a público informações sobre negócios envolvendo a Maridt, empresa familiar da qual Toffoli é acionista, e o resort Tayayá.
O episódio de Londres ganhou relevância nas investigações após a análise de mensagens encontradas no celular de Vorcaro. Segundo relatório da Polícia Federal tornado público em setembro, Alexandre de Moraes participou da articulação para levar autoridades brasileiras ao I Fórum Jurídico – Brasil de Ideias, realizado entre 24 e 26 de abril de 2024. Uma das mensagens reproduzidas pela investigação mostra um convite atribuído a Moraes enviado ao ministro Gilmar Mendes.
O encontro teve patrocínio do Banco Master. Durante a programação em Londres, ocorreu ainda, em 25 de abril, uma degustação de whisky Macallan no George Club, em Mayfair. Documentos obtidos pela investigação indicam custo de aproximadamente US$ 640 mil, cerca de R$ 3,3 milhões na cotação da época. Entre os participantes citados estavam Alexandre de Moraes, Dias Toffoli, o procurador-geral da República Paulo Gonet e o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues.
As explicações de Toffoli ocorrem em meio aos questionamentos sobre sua relação com personagens ligados ao Banco Master. Um relatório da PF encaminhado ao STF em fevereiro, baseado no material apreendido no celular de Vorcaro, registrou conversas sobre encontros e convites envolvendo o ministro e o empresário. O documento também abordou pagamentos relacionados à aquisição de participação no resort Tayayá, empreendimento que teve ligação societária com empresa da família de Toffoli.
Toffoli afirma que todas as operações envolvendo a Maridt foram declaradas à Receita Federal, realizadas dentro dos valores de mercado e que ele não conhecia o gestor do fundo Arleen, apontado nas investigações como ligado a Fabiano Zettel. O ministro deixou a relatoria do caso Master em fevereiro deste ano.
O caso voltou ao centro da discussão nas últimas semanas com a divulgação de novos documentos da Polícia Federal relacionados à rede de contatos de Daniel Vorcaro. As informações provocaram uma crise interna no Supremo e devem continuar sendo analisadas pela Corte.
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