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TRUMP ANUNCIA ACORDO PARA EVITAR AVANÇO DE TROPAS SOBRE BEIRUTE EM MEIO À ESCALADA NO LÍBANO

Segundo informações da Reuters, Trump afirmou ter conversado com o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, e garantiu que tropas israelenses não avançariam até Beirute. O

TRUMP ANUNCIA ACORDO PARA EVITAR AVANÇO DE TROPAS SOBRE BEIRUTE EM MEIO À ESCALADA NO LÍBANO
Foto: Isac Nóbrega/PR

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O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou nesta segunda-feira que teria conseguido um acordo para impedir o avanço de tropas israelenses sobre Beirute, capital do Líbano, em meio à nova escalada de tensão entre Israel e Hezbollah.

Segundo informações da Reuters, Trump afirmou ter conversado com o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, e garantiu que tropas israelenses não avançariam até Beirute. O presidente americano também disse ter mantido comunicação indireta com o Hezbollah por meio de intermediários.

De acordo com a apuração, o entendimento envolveria uma promessa do Hezbollah de interromper ataques contra Israel em troca de Israel não ampliar sua ofensiva contra Beirute e seus arredores. A mensagem teria sido transmitida por canais políticos libaneses, incluindo interlocutores ligados ao presidente do Parlamento do Líbano, Nabih Berri.

O anúncio ocorre em um momento de forte tensão regional. Nas últimas semanas, o conflito entre Israel e Hezbollah voltou a se intensificar, com ataques no norte de Israel, bombardeios no sul do Líbano e avanço de tropas israelenses em áreas estratégicas próximas à fronteira.

A ofensiva israelense gerou preocupação internacional porque poderia ampliar o conflito para a capital libanesa, repetindo cenários de grande impacto humanitário. Beirute, que já enfrentou guerras, crises políticas e colapsos econômicos, voltou a entrar no centro das atenções diante da possibilidade de uma operação militar de maior escala.

Apesar do anúncio de Trump, a situação ainda é considerada instável. Reportagens internacionais apontam que, mesmo após a declaração de cessação dos disparos, houve registros de novos ataques israelenses no sul do Líbano e ações do Hezbollah contra posições israelenses. Isso levanta dúvidas sobre a real capacidade do acordo de interromper imediatamente a escalada militar.

A proposta americana também envolve esforços diplomáticos paralelos. O secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, discutiu um novo plano para reduzir as tensões com autoridades libanesas e israelenses. A ideia seria obter uma interrupção dos ataques do Hezbollah contra Israel, enquanto Israel evitaria ampliar ações militares em direção a Beirute.

O presidente libanês, Joseph Aoun, teria apoiado a iniciativa de desescalada. Já interlocutores do Hezbollah indicaram que o grupo estaria disposto a cumprir um cessar-fogo mais amplo, desde que Israel também interrompa ataques iniciados contra o território libanês.

O caso mostra a complexidade do conflito. Para Israel, as operações militares são justificadas pela necessidade de responder aos ataques do Hezbollah contra civis e soldados israelenses. Para o Líbano, a ameaça de avanço sobre Beirute representa risco de uma crise humanitária ainda maior e de desestabilização interna.

Trump busca apresentar o acordo como uma vitória diplomática em meio à crise no Oriente Médio. No entanto, analistas avaliam que a efetividade da medida dependerá da adesão real das partes no terreno, especialmente porque Israel e Hezbollah já protagonizaram trocas de acusações sobre violações de cessar-fogo anteriores.

A grande questão agora é se o anúncio será suficiente para conter uma ofensiva maior contra Beirute ou se a região continuará caminhando para uma nova fase de confronto.

Por enquanto, o acordo anunciado por Trump reduz temporariamente o risco de avanço sobre a capital libanesa, mas não encerra a tensão. O futuro da trégua dependerá das próximas horas e da capacidade dos Estados Unidos, Israel, Líbano e intermediários regionais de manterem os canais diplomáticos abertos.

02 de jun. de 2026 · Redação Scarpa360