SCARPA360A visão completa da notíciaPORTAL · RÁDIO · TV
A visão completa
da notícia
Internacional

TRUMP DIZ QUE BRASIL ESTÁ "POLITICAMENTE PERIGOSO" E CHAMA PAÍS DE "MEIO DESAGRADÁVEL" DURANTE CÚPULA DO G7

Declaração do presidente dos Estados Unidos ocorreu após encontro com Lula na França e em meio à crise diplomática envolvendo a classificação do PCC e do Comando Vermelho como orga

TRUMP DIZ QUE BRASIL ESTÁ "POLITICAMENTE PERIGOSO" E CHAMA PAÍS DE "MEIO DESAGRADÁVEL" DURANTE CÚPULA DO G7
Foto: REUTERS/Evelyn Hockstein

Este leitor apresenta um resumo da notícia para avaliar o projeto visual. A reportagem completa está no Scarpa360.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, voltou a fazer críticas ao Brasil nesta quarta-feira (17), durante entrevista coletiva concedida na cúpula do G7, realizada em Évian, na França. Ao comentar o cenário político brasileiro, Trump afirmou que o país está se tornando "politicamente difícil", "um pouco perigoso" e "meio desagradável".

A declaração foi dada após Trump confirmar que conversou com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva durante o encontro dos líderes mundiais. Questionado por jornalistas sobre o diálogo com o presidente brasileiro e sobre temas envolvendo segurança pública e comércio, o republicano respondeu que o Brasil enfrenta um momento delicado no cenário político.

"Sim, falei com Lula. O Brasil está se tornando um país duro politicamente. Um pouco perigoso politicamente. Está meio desagradável", declarou Trump durante a coletiva.

Embora tenha confirmado o contato com Lula, o presidente norte-americano não detalhou os assuntos tratados na conversa bilateral.

Declaração acontece em meio à tensão entre Brasil e Estados Unidos

As falas ocorrem em um momento de atrito diplomático entre Brasília e Washington.

Nas últimas semanas, o governo dos Estados Unidos classificou oficialmente o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho (CV) como organizações terroristas estrangeiras, medida anunciada pelo secretário de Estado Marco Rubio. A decisão foi criticada pelo governo brasileiro, que alegou preocupação com possíveis impactos sobre a soberania nacional e sobre a cooperação internacional no combate ao crime organizado.

Além da questão envolvendo as facções criminosas, os dois países também discutem medidas comerciais. Os Estados Unidos avaliam a aplicação de novas tarifas sobre produtos brasileiros após investigações conduzidas pelo Escritório do Representante de Comércio (USTR), aumentando a tensão nas relações bilaterais.

Lula havia defendido respeito à soberania

Na terça-feira (16), durante um dos encontros do G7, Lula fez um discurso defendendo que o combate ao crime organizado deve ocorrer com cooperação internacional, mas respeitando a soberania de cada país.

Sem citar diretamente Trump, o presidente brasileiro afirmou que ações internacionais contra organizações criminosas não podem servir de justificativa para interferências externas nos assuntos internos das nações.

Relação entre os dois governos segue sob pressão

Apesar do cumprimento entre Lula e Trump durante a programação oficial do G7, não houve reunião bilateral formal entre os dois líderes. Fontes diplomáticas indicam que os governos seguem negociando questões comerciais e de segurança, mas ainda sem avanços significativos.

As declarações de Trump repercutiram rapidamente nas redes sociais e no meio político brasileiro, reacendendo o debate sobre as relações entre Brasil e Estados Unidos, especialmente em um ano marcado por disputas diplomáticas, discussões comerciais e divergências sobre o combate ao crime organizado.

Acompanhe tudo em primeira mão: siga o @scarpa.360 no Instagram e fique por dentro das principais notícias do momento.

17 de jun. de 2026 · Redação Scarpa360