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TSE AVALIA PROIBIÇÃO TOTAL DE DEEPFAKES NA CAMPANHA APÓS VÍDEO DE BOLSONARO FEITO COM IA

Ministros se reúnem nesta quinta-feira (13) para discutir alcance das regras; ação do PT contra vídeo exibido na convenção de Flávio Bolsonaro está no centro do debate

TSE AVALIA PROIBIÇÃO TOTAL DE DEEPFAKES NA CAMPANHA APÓS VÍDEO DE BOLSONARO FEITO COM IA

Este leitor apresenta um resumo da notícia para avaliar o projeto visual. A reportagem completa está no Scarpa360.

Os ministros do Tribunal Superior Eleitoral devem se reunir nesta quinta-feira (13) para discutir se o uso de deepfakes deve ser proibido de forma ampla durante a campanha eleitoral de 2026 e quais punições poderão ser aplicadas em caso de descumprimento.

A reunião, marcada pelo presidente do TSE, ministro Kassio Nunes Marques, será fechada e deve ocorrer após a sessão de julgamentos do plenário.

O debate ganhou força por causa de uma ação apresentada pelo PT contra um vídeo produzido com inteligência artificial que reproduziu a imagem e a voz do ex-presidente Jair Bolsonaro durante a convenção que oficializou Flávio Bolsonaro como candidato do PL à Presidência.

Atualmente, as regras do TSE já determinam que conteúdos produzidos ou manipulados com inteligência artificial sejam identificados de forma clara. A resolução também veda o uso de deepfakes para favorecer ou prejudicar candidaturas.

A discussão agora é sobre até onde essa proibição deve chegar.

Entre os ministros, uma das possibilidades em análise é estabelecer uma vedação completa ao uso de deepfakes em propaganda eleitoral, independentemente de o conteúdo tentar enganar o eleitor ou de informar expressamente que foi produzido por inteligência artificial.

Outra corrente considera que a punição deveria se concentrar nos casos em que a tecnologia é utilizada para induzir o eleitor ao erro, descontextualizar falas ou causar prejuízo a determinada candidatura.

A tendência de endurecimento ocorre porque integrantes do tribunal avaliam que uma regra mais objetiva poderia reduzir disputas judiciais sobre o que seria um uso legítimo ou irregular da tecnologia durante a campanha.

O TSE já atualizou neste ano as normas para as eleições de 2026. Entre as regras, está a obrigação de identificar explicitamente conteúdos sintéticos produzidos com IA e a proibição de técnicas destinadas a criar ou alterar imagem e voz para beneficiar ou prejudicar candidaturas.

VÍDEO DE BOLSONARO ESTÁ NO CENTRO DA DISCUSSÃO

Na ação, o PT sustenta que o vídeo apresentado na convenção do PL violou as normas eleitorais mesmo tendo informado ao público que se tratava de uma simulação produzida com inteligência artificial.

Segundo o partido, a identificação do uso da tecnologia não afastaria a proibição de substituir sinteticamente a imagem e a voz de uma pessoa para favorecer uma candidatura.

A defesa de Flávio Bolsonaro apresenta interpretação diferente.

Os advogados argumentam que o público foi claramente informado de que se tratava de uma simulação e que não houve tentativa de fazer os espectadores acreditarem que Jair Bolsonaro estava fisicamente presente ou participando de uma transmissão real.

A defesa sustenta ainda que o conteúdo seria comparável a outros recursos visuais utilizados historicamente em campanhas e que uma proibição integral da inteligência artificial seria excessiva.

O caso poderá ajudar o TSE a estabelecer um entendimento mais claro para situações semelhantes ao longo da campanha.

PUNIÇÕES TAMBÉM ESTÃO EM DISCUSSÃO

Além de definir o alcance da proibição, os ministros devem discutir quais sanções poderão ser aplicadas.

Entre as possibilidades estão advertências e multas para infrações menos graves e punições mais severas em situações reincidentes ou com maior potencial de afetar a disputa.

As decisões são consideradas especialmente relevantes porque a propaganda eleitoral começa oficialmente em 16 de agosto.

Com ferramentas de inteligência artificial cada vez mais capazes de reproduzir vozes, rostos e comportamentos de pessoas reais, a Justiça Eleitoral tenta estabelecer limites antes que esse tipo de conteúdo se torne ainda mais frequente durante a campanha.

13 de ago. de 2026 · Redação Scarpa360