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ZEMA DIZ QUE VAI “ATÉ O ÚLTIMO MINUTO” E DESCARTA DESISTIR DA CANDIDATURA À PRESIDÊNCIA
Candidato do Novo afirmou em Ipatinga que manterá a campanha até a votação, mesmo diante da pressão de aliados por apoio a Flávio Bolsonaro.

Este leitor apresenta um resumo da notícia para avaliar o projeto visual. A reportagem completa está no Scarpa360.
Romeu Zema (Novo) afirmou nesta terça-feira (29), durante agenda em Ipatinga, no Vale do Aço, que pretende permanecer na disputa pela Presidência da República até o fim do primeiro turno. Em entrevista ao portal Plox, o ex-governador de Minas Gerais disse que não considera abandonar a candidatura antes da votação.
Ao ser questionado sobre uma possível desistência, Zema disse que tem compromissos com o partido, com os apoiadores e consigo mesmo. Também afirmou que sempre levou seus projetos “até o final” e comparou uma retirada antecipada a deixar o campo antes do apito do juiz.
A declaração ocorre em meio à pressão de integrantes da direita para que candidaturas menores concentrem apoio em Flávio Bolsonaro (PL) ainda no primeiro turno. Nos últimos dias, interlocutores do Novo já haviam informado que Zema pretendia manter sua candidatura, apesar de liberar alguns candidatos da legenda para manifestar apoio ao nome do PL.
Zema também foi questionado sobre a informação de que o deputado Nikolas Ferreira teria procurado sua campanha para defender a retirada da candidatura. O candidato não confirmou nem negou diretamente o contato, mas reiterou que seguirá apresentando suas propostas e posições até a votação.
O candidato afirmou ainda que acredita em uma união de partidos e lideranças de direita em um eventual segundo turno contra o PT. Essa declaração representa a posição política apresentada por Zema durante a entrevista, e não uma projeção sobre o resultado da eleição.
APOIOS A FLÁVIO BOLSONARO
Zema também comentou as manifestações de aliados que já declararam voto em Flávio Bolsonaro.
Segundo ele, esse tipo de movimento é comum na política brasileira e não representa necessariamente um rompimento partidário. O candidato citou alianças diferentes formadas por partidos em cada estado como exemplo de que os arranjos eleitorais nem sempre seguem uma lógica nacional uniforme.
A pressão sobre sua candidatura ganhou novo fôlego após o deputado Ricardo Salles, também do Novo, abandonar a disputa pelo Senado em São Paulo e apoiar outros candidatos do campo da direita.
BR-381 E ECONOMIA
Durante a entrevista no Vale do Aço, Zema também abordou temas econômicos e regionais.
Ao falar da BR-381, afirmou ser favorável à concessão da rodovia, mas criticou a cobrança de pedágio sem, na avaliação dele, um volume suficiente de obras anteriores à cobrança.
No setor siderúrgico, o candidato apontou juros, carga tributária, insegurança jurídica, legislação trabalhista e criminalidade como fatores que, segundo sua avaliação, aumentam o custo de produção das empresas brasileiras.
Zema defendeu reformas estruturais para reduzir esses custos em vez da concessão de subsídios e benefícios fiscais específicos. Também voltou a defender juros menores, argumentando que taxas elevadas pressionam o endividamento das famílias e reduzem o consumo.
TRABALHO POR HORA E EMPREGO PARA JOVENS
Entre as propostas apresentadas, Zema defendeu a criação de contratos de trabalho por hora.
Segundo o candidato, a medida poderia ampliar a formalização de trabalhadores e aumentar as contribuições para a Previdência.
Ele também propôs permitir que jovens a partir dos 14 anos trabalhem até quatro horas por dia, desde que permaneçam matriculados na escola e apresentem desempenho escolar considerado adequado.
Na área social, Zema defendeu mudanças no Bolsa Família. Pela proposta apresentada, beneficiários que não sejam responsáveis por crianças ou idosos e recusem três ofertas de emprego poderiam ter o benefício suspenso. O candidato também defendeu a participação dessas pessoas em cursos ou atividades de formação profissional.
PROPOSTAS PARA O STF
Zema também apresentou propostas relacionadas ao Supremo Tribunal Federal.
Entre elas estão a adoção de idade mínima de 60 anos para ministros da Corte, participação de instituições como OAB, STJ, Ministério Público Federal e universidades no processo de escolha, além de restrições à indicação de pessoas com trajetória política.
O candidato também defendeu o fim das decisões monocráticas e mudanças nas regras para processos de impeachment de ministros do Supremo.
SAÚDE, IMPOSTOS E PETROBRAS
Na saúde, Zema afirmou que pretende ampliar recursos destinados a hospitais com maior volume de atendimentos e defendeu mudanças na forma de remuneração do SUS, com pagamento por produção e por procedimento, além de reajuste da tabela do sistema público.
Na área econômica, disse que pretende reduzir o tamanho da administração federal e buscar ganhos anuais de eficiência para permitir redução de impostos.
Zema também voltou a defender a privatização da Petrobras. Segundo sua proposta, a companhia seria dividida em cinco partes, com o objetivo declarado de ampliar a concorrência. Os recursos obtidos com a venda seriam destinados, segundo ele, a saúde, educação e infraestrutura.
A votação do primeiro turno ocorre neste domingo, 4 de outubro.
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